BRASIL, Sudeste, BAURU, Homem, English, Portuguese, Cinema e vídeo, Informática e Internet, Vídeo Games
Idade:41 anos
Profissao:Artesão/Costureiro
Hobby:Jogar vídeo game

Sou apaixonado pela vida,
e independente de ser ou não
soro positivo desde 95,
eu me considero uma pessoa feliz!
 

   

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Renato Pescador de Ilusões

Criar seu atalho

 

 
 
EU e o HIV:Vivendo um Dia Após o Outro...



Ei! Calma!!! Beijo não pega sabia?!?!?!?!

      Sempre fui adepto a "monogamia", mesmo sendo gay e a maioria das pessoas pensarem que gays são promíscuos, eu curto namorar uma só pessoa, e sempre pensamos que esse amor será pra vida toda! Mas nada é pra sempre... nem mesmo o amor... ao menos até agora.

       Em 1995, estava eu com 20 anos, uns 8 meses (sempre me perco no tempo) antes de saber que eu era soro positivo, comecei um namoro. E juntos soubemos que éramos soro positivo e muitas vezes eu ficava com peso na consciência imaginando que fôra eu quem passara pro meu parceiro.

       Nosso namoro durou 9 longos anos e acabamos nos separando, ou melhor, nos afastando com o tempo, acreditem: por falta de dinheiro, pois, ele mora em outra cidade e eu na época estava desempregado. Hoje somos bons amigos, nos ligamos vez ou outra para sabermos como andam as coisas.

       Nesses anos todos de namoro nunca havia passado por nenhum tipo de preconceito.

       Passado algum tempo sozinho, eu comecei a entrar numa neura de que eu estava com cara de doente e por isso não estava conseguindo me aproximar de ninguém. Eu me olhava no espelho e via meu rosto fundo, minhas bochechas rosadas já eram a muito tempo, não só por causa dos medicamentos não, mas a idade também estava deixando suas marquinhas...

       Mas ao meu ver, era tudo por causa do HIV... depois de 10 anos eu comecei a me irritar com o vírus. Tudo era por causa dele: a falta de emprego, o meu rosto e corpo, qualquer coisa eu colocava a culpa no coitado!!! Foi então que resolvi fazer um acompanhamento psicológico, falando em acompanhamento, você sabia que eu não gasto nenhum "tostão" com meu tratamento? Com nadica de nada? Nem mesmo o acompanhamento psicológico, nem dentário, sim... Eu posso ir ao dentista gratuitamente!!!!  E os medicamentos são todos gratuitos também... O povo lá do posto de saúde é nota 10, sempre me trataram com muito carinho e atenção...

       Voltando ao assunto... onde eu estava mesmo??? A sim, o acompanhamento psicológico... Comecei a fazer o tratamento 2 vezes por semana, mas não senti melhora alguma. Nesse meio tempo eu conheci uma pessoa que mesmo sabendo que eu era soro positivo, ele quis me conhecer melhor. Começamos a namorar, mas eu sentia que ele tinha um certo receio de estar comigo. Um dia ele me contou que havia transado sem camisinha com um cara muito suspeito e estava com medo de estar infectado, minha conclusão foi que ele começou a namorar comigo por curiosidade sobre o assunto, por não ter com quem conversar, e acabou se apaixonando, mas não por inteiro.

       Cada vez que íamos nos beijar ele limpava a boca discretamente... Isso me deixava chateado e ele dizia que não gostava de beijo molhado, deixei me levar 6 meses assim, morando juntos, até que um dia ele me deixou, e certa noite num barzinho da cidade, eu vejo ele beijando outra pessoa, como nunca o vi beijar antes. Cheguei próximo a ele e falei:

       - Eu sabia que você nunca havia me beijado de verdade! Você perguntou a ele se é soro positivo?

       Conheci algumas pessoas depois disso, alguns me aceitaram como sou outros nem quiseram chegar perto, como aconteceu numa dessas noites que saía pra dançar na boate da cidade. Um cara com seus 45 anos, achei que pela idade fosse mais esclarecido. Nos beijamos e dançamos muito, a noite toda...

       - Você não vai mais querer me ver depois de hoje, não é? - perguntou ele, sabendo como são a maioria das pessoas que frequentam essas boates...

       - Eu já falei, eu gosto de namorar! Mas acho que é você que não vai querer me ver mais... - respondi a ele, pronto pra contar sobre o HIV...

       - Por que?

         - Sou soro positivo.

         - Como assim?

         - Eu tenho o vírus HIV!

         E num ato, não sei se "impensado", ele deslizou o braço todo, vagarosamente, por sua boca, na tentativa de "limpar" um inimigo invisível. Ele ficou sem reação, eu o segurei pelos ombros, olhei nos olhos dele e pedi calma... "Beijo não pega"

       - Mas nos beijamos muito?!? E se sua boca sangrou?!? E se minha boca estivesse com ferimentos?!? - ele ficou nervoso, pediu desculpas, virou as costas e foi embora.

       Não vou negar... fiquei arrasado essa noite... mas fui embora pra casa ainda sonhando com um grande amor... e sei que ele existe!

 

quadro: O BEIJO.

 BEIJO NÃO PEGA!!!!



Escrito por Taner Waterfall às 17h16
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OOOPS! Pedimos desculpas, foi apenas um erro de digitação!!!

Tal erro poderia ter custado a vida de alguém sem estrutura psicológica...

A princípio, eu havia decidido contar minhas experiências em ordem cronológica, mas percebi que seria mais complicado, então, resolvi escrever à medida que vou lembrando dos acontecimentos...

     No começo do tratamento eu sabia o nome dos medicamentos que eu tomava, mas com o tempo, acabei perdendo o interesse. Sei lá, cansei de ficar decorando nomes tipo: RITONAVIR ou NEVIRAPINA e o escambal a quatro. Agora o médico manda e eu ponho goela abaixo, claro, sempre respeitando os horários.

     Todos os medicamentos vêm com o seguinte aviso:”O uso incorreto causa resistência do virús da AIDS e falha no tratamento”

     Independente de estar com o HIV, tenho outros problemas rotineiros que são até mais chatos do que o próprio coitado do vírus que por muitas vezes até esqueço que existe. Um desses problemas é minha relação com minha família, que não é das piores, mas que muitas vezes essa relação meio conturbada me fez deixar/esquecer por inúmeras vezes de tomar os medicamentos corretamente causando a “tal” falha no tratamento.

     Por causa dessas falhas, meu médico trocou meu tratamento algumas vezes.

     Logo que voltei dos E.U.A, Dr. Gomes achou que seria melhor eu tirar uma espécie de “férias” do tratamento, então, fiquei 6 meses sem tomar remédios. E esse período foi tão estranho. Parecia que faltava algo no meu dia, às vezes sentia-me indefeso, meu psicológico havia feito dos remédios que tomava, uma espécie de barreira ou um escudo contra as coisas ruins do mundo!

     Eu tomava os remédios e me sentia o próprio Popeye comendo espinafre.

     Findando o prazo das “férias” eu fiquei conhecendo um novo exame: a GENOTIPAGEM POR HIV, que verifica dentre todos os medicamentos existentes atualmente, a qual o vírus HIV é resistente.Ao buscar o resultado tive um choque: não havia mais nenhum medicamento que fizesse efeito sobre o vírus, eu já havia esgotado todas as possibilidades de tratamento até então... Saí do consultório como se tivesse ouvindo naquele momento que eu era soro positivo. Minha esperança acabara ali. Estava arrasado, sozinho, andando pelas ruas da cidade sem saber o que fazer, sem saber pra onde ir ou com quem falar, depois de tudo o que eu já havia enfrentado a cortina negra do teatro da minha vida se fecha a minha frente e senti ali que era o fim do último ato. Naquele dia cheguei tarde em casa, não conseguia ver um motivo pra voltar pra casa. Até ouvir o recado em minha secretária eletrônica dizendo que eu teria que voltar no dia seguinte ao médico, pois, haviam errado na hora de digitar meus exames... Chorei de alegria e ódio ao mesmo tempo... enfim havia ainda um fio de esperança...

Meus medicamentos atuais: KALETRA VIREADE ZIDOVUDINA



Escrito por Taner Waterfall às 11h00
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Até que a morte nos separe...

Uma nova rotina em minha vida

          Naquela noite, eu saía do consultório médico, com a confirmação do que eu já imaginava: eu havia contraído o vírus HIV! Mas não porque todo gay tinha HIV, como dizia meu pai e sim por minha promiscuidade, por ter transado sem preservativo... e pensar que não usava por que tinha vergonha de comprar na farmácia ou pegar no posto de saúde!

        Bem, ao menos isso eu aprendi: "SEM CAMISINHA, NÃO TEM FESTINHA!", infelizmente aprendi tardeamente.

        E fico extremamente irritado, quando ouço alguém dizer que transou sem camisinha, mesmo sabendo do risco...

        PRATIQUE SEXO SEGURO!!!

        O próximo passo seria contar ao meu namorado sobre o exame, e isso seria muito mais difícil para mim, pois, nos 6 meses que estávamos juntos, não havíamos usado preservativo nem uma única vez se quer...

        Lembro-me que era uma sexta-feira, e não era dia 13... Esperei o ônibus dele chegar, sentado na calçada, com incontáveis pensamentos na cabeça tentando achar a melhor maneira de falar sobre o resultado do exame.

        Ele desceu do ônibus e me viu ao longe... creio que não foi preciso dizer nada, mas ele perguntou com um ar de esperança, como quem espera uma resposta positiva... E a resposta foi mesmo positivo: HIV positivo!!!

        Fomos a pé até meu apartamento em silêncio. Eu estava com um peso na  consciência,  pois, pra mim eu havia passado o vírus pra ele. Muitas vezes até hoje me culpo por isso. Mas ninguém é culpado de nada. Aconteceu e ponto final.

        Eu não sei como, mas ele foi compreensivo, chegando em casa me abraçou e choramos juntos...

        Por mais de 2 anos ele decidiu que não iria fazer o exame. Sabíamos que o resultado seria positivo também. Ele só decidiu fazer o exame depois que eu comecei meu tratamento... Ah! O tratamento, é sobre isso que eu ia falar...

        A fase de adaptação pode ser complicada ou não, e nesse ponto me considero um cara de muita sorte. Os remédios podem dar inúmeras reações que variam de pessoa para pessoa.

        Se bem me lembro, eu comecei o tratamento com 3 tipos de medicamentos (os quais não me recordo dos nomes agora, mas vou verificar com meu médico!). Desses 3 tipos de medicamentos eu tomava exatamente 16 comprimidos no decorrer do dia.

        Um dos medicamentos eu tomava no café da manhã, eram 4 cápsulas que passado alguns meses eu já não suportava mais o cheiro delas, que eram armazenadas na geladeira. E por uma falta de informação elas me davam uma reação um tanto incômoda. Eu tomava em torno das 7 da manhã e lá pelas 11 horas, pouco antes do almoço, meu corpo inteiro começava a formigar, eu perdia o tato e tinha que deitar, não conseguia ficar em pé, então ia pra casa e dormia exatamente duas horas. Quase que desmaiava. Algum tempo depois conversando com o médico, soube então que eu deveria tomar essa medicação com o estômago cheio e de preferência com algum alimento gorduroso para melhor absorção, o alimento mais indicado era o abacate. Depois desse episódio eu comecei a ler as bulas dos medicamentos... Mas realmente eu não sei se essa fora uma boa idéia...

        No decorrer dos anos, eu tive que trocar diversas vezes de tratamento, ou por falha minha ou por causa do vírus ter ficado imune aos medicamentos, e a cada troca era uma nova adaptação.

        Hoje estou adaptado aos medicamentos. Reiniciei um novo tratamento a uns 8 meses. Tomo 13 comprimidos ao dia.

        3 comprimidos de AZT que tomo as 11 e as 23

        3 cápsulas (enooooormes) da cor laranja quase fluorescente (pego o nome mais tarde) tomo as 12 e a meia noite

        1 comprimido azul que lembra o viagra que tomo as 21 horas...

        Digo que são minhas vitaminas diárias... diárias e serão tomadas... até que a morte nos separe.........



Escrito por Taner Waterfall às 10h09
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EU E O HIV

no fundo eu sabia que você estava em comigo...

 

Foi em 1996, em meados de fevereiro, eu estava com 21 anos...

Eu havia sido convidado a deixar a casa de meus pais por uma discordância de idéias e opiniões: minha sexualidade.

Numa daquelas sextas-feiras nas quais eu ia direto pra casa de meu namorado e lá passava todo o final de semana, meu pai resolveu me interrogar.

Zilhões de perguntas vieram à tona...

    O que você vai fazer todo o final de semana naquela cidade?

...

    Você é homossexual? – jamais pensei em ouvir essa pergunta vinda dele com tanta “educação”, ao invés de usar outras palavras mais comuns no dia-a-dia ele resolveu ser educado aquela noite. Educado, porém eu parecia estar sentindo o vulcão em erupção dentro dele através de seus olhos e da respiração acelerada.

Sem pensar, respondi a verdade como quem tira um fardo pesado das costas, só que nesse caso eu tirei de minhas costas e coloquei nas costas de minha família.

Então (pra encurtar a história, afinal o foco não é minha sexualidade), a partir desse dia meu pai não falou mais comigo e durante um ano inteiro ficou longe de mim e espalhou a “Deus e o mundo” que o filho dele era “viado”, deixando a palavra educada de lado e partindo pro popular mesmo...

Não sei se devo dizer que os pais estão sempre certos, ou na maioria das vezes estão, passado esse ano longe de casa, dividindo aluguel com um amigo e aprendendo muito sobre a vida voltamos a conversar e as coisas pareciam que entrariam no eixo novamente não fosse a implicância dele em querer que eu fizesse o teste do HIV, pois, na cabecinha dele todos os gays têm HIV.

Fui com minha tia até um consultório médico, um infectologista, pra fazer esse bendito teste.

Como de costume ele me fez algumas dúzias de perguntas, coisas rotineiras do tipo: usa drogas? tem muitos parceiros?...

“A essa altura do campeonato”, eu já havia feito algumas “cagadas”, digo, transado muitas vezes sem camisinha!

Pode ser ingênuidade, ou burrice mesmo, mas eu jamais imaginava que alguém com AIDS (essa era minha concepção na época, não distingüia AIDS e HIV, ao meu ver era tudo a mesma coisa) pudesse estar andando por aí e transando com todo mundo.

Fiz o teste ciente que eu estava infectado, não me pergunte o porque, no fundo eu sabia que estava com o HIV. E por mais incrível que possa parecer eu estava tranqüilo, afinal eu estava bem de saúde e não havia nada com o que me preocupar.

Meu médico demorou a me dar o resultado, e até hoje não sei se estava com medo de minha reação ou sei lá o que, só sei que eu tirei a resposta dele:

    Tá, pode falar, não precisa ficar com medo... Deu positivo né?

    O resultado é positivo Taner... (silêncio) Faremos um novo teste, pois muitas vezes ocorrem erros, será um outro teste para termos a certeza.

Lembro-me dele falando algo em ter esperança em dar negativo da segunda e ao mesmo tempo não me dando tantas esperanças...

Por uma graça de Deus, eu sempre tive a cabeça no lugar em relação ao HIV.

Não adianta se desesperar, não leva a nada, o segredo é enfrentar os obstáculos à medida que vão aparecendo... Assim é a vida...

Por fim, meu médico decidiu que o melhor seria esperar até que algo acontecesse comigo, alguma reação, algum sinal de que eu não estava bem. Isso era a saída que havia naquela época. Hoje a coisa é bem diferente, e os medicamentos são receitados assim que se é feito o diagnóstico.

 Fiquei uns 2 anos sem tomar medicamento algum, até que um belo dia...



Escrito por Taner Waterfall às 16h11
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EITA DIA PORRETA!!!    

 

O dia foi mais corrido do que o esperado...

Achei que fosse conseguir finalmente começar hoje minha história.

Infelizmente terei que adiar mais um dia, e espero que tenham paciência!

Agradeço os recados deixados aqui, eles são de grande importância

para que eu continue o que havia planejado, já que meu maior defeito é começar algo e nunca terminá-lo!

 

Hoje foi um dia porreta! Uma correria só, é meu micro que deu pau, é correria atrás do meu médico

para conseguir minha receita do mês e pegar meus medicamentos. Mais uma vez deixei pra última

hora e se não fosse hoje mesmo buscá-los eu ficaria sem remédios amanhã, o que seria um desastre...

na verdade eu não ia ligar muito não, no começo era mais neurótico com isso, hoje, claro, procuro

seguir a risca o tratamento para que não haja falhas e o vírus não se torne resistente aos remédios.

 

Não vejo a hora de começar a contar minha história desde o começo, quando fui apresentado ao meu “parceiro de estrada”, o HIV...

Bem, o que posso fazer por hoje é deixar aí uma foto desse “cara” que dá trabalho, mas temos convivido bem nos últimos 11 anos!!! 

 

Vou ficando por aqui hoje, e mais uma vez agradeço aos amigos internautas o apoio moral!!!

 

Estou a disposição para qualquer dúvida em relação ao assunto, responderei o que puder e quando não puder,

farei o possível para ir atrás da resposta e assim juntos vamos tocando o barco e vivendo um dia após o outro...

 



Escrito por Taner Waterfall às 17h32
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Essa é a primeira vez que escrevo num blog...  E na verdade estava muito indeciso sobre o que eu iria falar, foi aí então que me perguntei: sobre o que eu mais conheço além de vídeo games??? Claro! É o que eu tenho vivido em minha vida a 11 anos...

Vou falar de minha vivência com o HIV.

É... agora a única coisa que falta é inspiração...



Escrito por Taner Waterfall às 10h01
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