BRASIL, Sudeste, BAURU, Homem, English, Portuguese, Cinema e vídeo, Informática e Internet, Vídeo Games
Idade:41 anos
Profissao:Artesão/Costureiro
Hobby:Jogar vídeo game

Sou apaixonado pela vida,
e independente de ser ou não
soro positivo desde 95,
eu me considero uma pessoa feliz!
 

   

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EU e o HIV:Vivendo um Dia Após o Outro...



TENHO HIV. E AGORA?

CONTAR OU NÃO CONTAR?

Quem de nós, soro-positivos para HIV, nunca ficamos com essa dúvida cruel de contar ou não contar àquela pessoa que estamos a fim de namorar, para alguém da familia ou até mesmo para um amigo próximo?

Essa, verdadeiramente, não é uma das tarefas mais fáceis, afinal o HIV ainda é visto como uma sentença de morte.

Eu não consigo entender por que é difícil dizer que se tem uma DST.

Logo depois que fui consultar meu médico para que ele me disesse o resultado do exame, a primeira pessoa na qual tive que contar, foi uma tia que na época havia me levado ao consultório e assim que saí da sala do médico peguei-a pelo braço e a levei até a rua sem falar nada. Ela então perguntou pela enésima vez: "e o resultado?".

Um olhar bastou para que ela me abraçasse fortemente e começasse a chorar copiosamente falando sem parar e se perguntando o porquê. Naquele momento não pensei em mim. Só queria confortar minha tia e fazê-la enxergar que aquilo não era o fim, e sim, apenas o início de uma vida diferente da que eu vivia.

Até hoje não sei qual foi a reação de meus pais ao saberem da notícia que fora dada por titia.

Sei apenas que um dia depois da poeira ter baixado, eu estava sozinho com meu pai no carro e do nada ele perguntou: "É verdade mesmo?... Que você está com AIDS? Você enfiou sua vida no lixo."

Para evitar discussões com ele, eu sempre preferi me calar, o que o deixa mais furioso ainda.

Enquanto estava namorando nao sentia nenhum tipo de preconceito e também não tinha problemas como esse, de decidir como ou quando contar, pois, as pessoas mais próximas já estavam sabendo. Porém, após dez anos de relacionamento, acabei me separando logo após minha viagem aos Estados Unidos, e só então pude perceber o quão difícil era encontrar alguém para me relacionar.

Certa vez, conheci uma pessoa numa bar gay. Ficamos juntos a noite toda, bebemos, conversamos mas eu não toquei no assunto HIV. Era minha primeira experiência depois de um relacionamento longo. Fomos para minha casa, transamos com todos os cuidados necessários (vindos somente de minha parte, pois, o cara estava bêbado). Estava com esperança de que iríamos começar a namorar. Dias depois acabei viajando com minha família para praia e estava decidido a assim que voltasse eu contaria para ele. Essa minha decisão foi inútil. Alguém contou a ele primeiro do que eu. E ainda na viajem recebi um telefonema dele meio nervoso dizendo que precisava conversar.

Ao chegar em Bauru fui procurá-lo. "Vieram me dizer que você tem AIDS!", disse ele mostrando sua preocupação com medo de ter contraído o vírus, acho horrível dizer isso dessa forma e sempre respondia: "Não tenho AIDS, tenho o vírus HIV!", e completei: "Eu iria te contar assim que voltasse", mas ele não acreditou e saí da história como o canalha.

Foi então que decidi que contaria ser soro-positivo no momento que eu conhecesse alguém sem esperar um dia se quer, mas com isso fui percebendo que a pessoa se distanciava sem ao menos tentar me conhecer melhor, fazendo assim com que eu decidisse, novamente, a demorar um pouco mais para contar, mas sempre com receio de que alguém contasse antes de mim.

A reação quando se conta ser soro-positivo é das mais diversas. Uma das últimas achei graça ao ouvir: "Você é um ser humano incrível. Quero ser teu amigo!". Na maioria das vezes é a única coisa que me resta: a amizade. Mas houve algumas vezes em que ouvi também: "Foda-se, quero mais é ficar com você!".

A decisão de contar ou não cabe somente a você!

Você deve pesar os prós e os contras e decidir o que é melhor para sua vida.

Eu sou um boca aberta e falo a quem quiser ouvir... espero que isso não me traga conseqüências drásticas. Quero mais é falar sobre isso para que as pessoas saibam que o HIV está mais perto do que elas pensam e assim que elas se cuidem sempre!



Escrito por Taner Waterfall às 00h00
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